Antônio Pitanga

Um dos atores mais requisitados e queridos da história do cinema brasileiro, Antônio Luiz Sampaio nasceu em Salvador, na Bahia, em 1939. Graças ao personagem Pitanga, de seu primeiro longa-metragem (Bahia de todos os santos, de Trigueirinho Neto, 1960), adotou o nome artístico Antônio Pitanga.

Depois de participar da produção estrangeira A estrada do amor (1960), de Wolfgang Schleif, filmou pela primeira vez com Glauber Rocha em Barravento (1961). A partir daí, tornou-se um dos rostos mais constantes do Cinema Novo. Com Glauber Rocha fez Câncer (1972), Terra em transe (1967) e A idade da Terra (1979). Com Carlos Diegues,Ganga Zumba (1965), Quando o carnaval chegar (1972), Joana Francesa (1973) e Quilombo (1984).

Em mais de 40 anos de carreira, dirigiu um filme (Na boca da noite, 1978) e atuou em mais de trinta, entre eles O pagador de promessas (1962), de Anselmo Duarte, único filme brasileiro premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cannes;Compasso de espera (1973), de Antunes Filho; Jardim de guerra (1968), de Neville D´Almeida; A mulher de todos (1969), de Rogério Sganzerla, e Ladrões de cinema (1977), de Fernando Coni Campos.

Em 1916, Antônio Pitanga foi homenageado com um documentário realizado por sua filha, Camila Pitanga, em parceria com o cineasta Beto Brant. O filme promove o encontro do ator com parceiros e amigos que cruzaram sua vida,como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Zezé Motta, Milton Gonçalves e vários outros. Em cada encontro,a câmera registra conversas marcadas pelo carinho e a espontaneidade. “Eu sou Jesus Cristo, eu sou Alá, eu sou Ogum, eu sou Davi. Eu clamo por todos eles num corpo só. Eu sou um cavalo”, define-se Antônio Pitanga, na conversa com o cineasta Joel Zito Araújo.

Helena Ignez

A atriz e cineasta Helena Ignez nasceu em Salvador, na Bahia, em 1942. Seu primeiro filme como atriz foi também o curta-metragem de estreia de Glauber Rocha, Pátio (1959).

Atuou também em A grande feira, de Roberto Santos (1961), Assalto ao trem pagador, de Roberto Farias (1962), e O padre e a moça, de Joaquim Pedro de Andrade (1966) – pelo qual ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília.

Em 1967,trabalhou com Júlio Bressane em Cara e cara e, no ano seguinte, com Rogério Sganzerlaem O bandido da luz vermelha– dois filmes que provocaram um terremoto no status quo e deram início a uma importante parceria criativa. Ao lado de Bressane e Sganzerla, Helena Ignez foi uma das fundadoras da produtora Bel Air, que resultou em um dos mais interessantes jorros produtivos e criativos da história do cinema brasileiro. Entre 1969 e 1970, a Bel Air realizou nada menos que seis longas-metragens de baixíssimo orçamento, todos com a atriz no elenco. São desse períodoA mulher de todos, Sem essa aranha e Copacabana monamour, de Rogério Sganzerla, e Cuidado, madame, Barão Olavo – O horrível e A família do barulho, de Júlio Bressane. Em 1970, casou-se com Rogério Sganzerla, numa parceria de vida e criativa que durou até a morte do cineasta, em 2004.

Atualmente, além de se dedicar à preservação e à difusão da obra de Sganzerla ao lado das filhas Djin e Sinai, Helena Ignez também é realizadora, tendo dirigidodois curtas- metragens e cinco longas.Canção de Baal (2009) participou da competição do Festival de Gramado, e Luz nas trevas – A volta do bandido da luz vermelha, que codirigiu com Ícaro Martins a partir de um roteiro deixado por Sganzerla, foi selecionado para o prestigiado Festival de Locarno, onde recebeu o prêmio da crítica suíça. Suas obras mais recentes são Ralé (2016) e o ainda inédito A moça do calendário (2017).

RIOFILME – 25 ANOS

“Reposicionar a RioFilme na distribuição é, hoje, nosso principal objetivo no ano em que completamos 25 anos. Graças a este DNA, forjado no vazio deixado pela extinção da Embrafilme em 1990, conseguimos apoiar, direta ou indiretamente, nada menos do que 320 obras brasileiras. Uma respeitável carteira que vai desde o pioneiro ‘Conterrâneos Velhos de Guerra’ até os consagrados ‘Central do Brasil’ e ‘Tropa de Elite 2’, passando pelo curtametragem ‘Tailor, o Filme’, de Calí dos Anjos, cineasta de 25 anos que acaba receber o Kikito de melhor diretor na categoria. Nos orgulhamos de nosso passado, estamos firmes no presente e mantemos os olhos no futuro.

Dentro desta lógica estamos em processo de negociação com 22 títulos, a serem lançados nos próximos meses, sendo o primeiro ‘Encantados’, de Tizuka Yamasaki. O fortalecimento da Rio Film Commission, que desenvolve novo sistema de concessão de alvarás para filmagens na cidade, além de promover um cadastramento de profissionais e empresas do setor, é outro ponto a destacar.

Mas não são apenas filmes que apoiamos. Em nossa trajetória temos espaço também para eventos como o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, uma das maiores referências da produção cinematográfica nacional. Evento da Academia Brasileira de Cinema que está em 16ª edição e contribui para promover, incentivar e divulgar nosso cinema, ele mantém os holofotes sobre nossa Cidade sempre Maravilhosa. Por isso é uma grande honra estarmos juntos nesta caminhada.

É importante a convergência de todos para um mesmo objetivo:
fortalecer o Rio de Janeiro como o principal polo cinematográfico do Brasil. Para isso, focamos no que une, atuando de forma transparente e estabelecendo diálogo permanente, sem discriminação, com todos os segmentos do setor. Afinal, é aqui que o cinema brasileiro acontece.”

Marco Aurélio Marcondes
Diretor-presidente da RioFilme – Distribuidora de Filmes S.A

KINOPLEX – 100 ANOS

O Grupo Severiano Ribeiro festeja seu aniversário de 100 anos em 2017. Tudo começou em julho de 1917, quando Luiz Severiano Ribeiro inaugurou, em Fortaleza, o CineTheatro Majestic Palace. Desde então, três gerações da família atravessaram momentos marcantes como a transição para o cinema sonoro, a crise dos cinemas de rua, a chegada da concorrência estrangeira,a consolidação do modelo multiplex e, finalmente, a digitalização das salas – mantendo-se, ao longo desses cem anos, como o maior e mais tradicional grupo exibidor nacional do país.

“A família foi muito habilidosa em se manter unida nesse processo todo”, disse o atual presidente do grupo, Luiz Severiano Ribeiro Neto, em entrevista à revista Filme B. “É importante termos chegado a essa data totalmente profissionalizados e antenados com as novas tecnologias, com o que está acontecendo no mundo”.Atualmente, os cinemas do grupo atendem pela marca Kinoplex.São cerca de 200 salas espalhadas pelo país.

Pouco depois de iniciar seus negócios no Nordeste, os cinemas Severiano Ribeiro se instalaram no Rio de Janeiro, que se tornou uma das principais praças do grupo. Entre os anos 1920 e 1950, era de ouro das chamadas “salas de rua”, foram construídos dezenas dos majestosos cine-palácios como o Odeon (ainda hoje em atividade, na Cinelândia, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro), o cine Palácio (que foi vendido pelo grupo e transformado em Teatro Riachuelo, no Passeio), e o São Luiz, inspirado no Radio City Music Hall(derrubado na época da construção do metrô, hoje ocupando a galeria comercial do prédio erguido no mesmo local).

Ao longo de sua história, o Grupo Severiano Ribeiro sempre se transformou e se adaptou às demandas dos novos tempos. O movimento mais recente começou em 2014, quando iniciou um movimento em direção a regiões carentes de cinemas como Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio. Em 2010,a rede lançou os conceitos Platinum, para salas de luxo, e KinoEvolution, para as salas com tela gigante. “Enquanto os cinemas estiverem melhores em imagem, som e conforto do que o público tem em casa, vamos sobreviver”, diz Luiz Severiano Ribeiro.

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