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Renato Barbieri

Renato Barbieri é cineasta e diretor de criação da GAYA Filmes. Diretor, produtor e roteirista, começou a dirigir em 1983 na produtora Olhar Eletrônico, um coletivo paulista que marcou a cena do vídeo nos anos 1980. Radicado em Brasília desde 1996, realizou mais de 100 obras audiovisuais de relevância social, ambiental e artística, com títulos reconhecidos, recebendo mais de 70 prêmios nacionais e internacionais, com destaque para Do Outro Lado da Sua Casa (1985), Atlântico Negro – na Rota dos Orixás (1998), A Invenção de Brasília (2001), Terra de Quilombo – Espaços de Liberdade (2002), A Liga da Língua (2003), Cidades Inventadas (2010), Bianchetti (2010), Araraquara – Memórias de uma Cidade (2013), A Revolta dos Cabanos (2014), Cora Coralina – Todas as Vidas (2016), Ventos que Sopram Pará (2021) e as séries Lendas Animadas (2017), Brasil Migrante (2017), Consciência³ (2019) e Libertárixs (2021), dentre muitos outros títulos. Em anos recentes lançou os premiados longas Pureza (ficção, 2022) e Servidão (doc, 2024), ambos sobre o trabalho escravo contemporâneo. Vale destacar que “Atlântico Negro – na Rota dos Orixás” se tornou uma obra-de-referência nas relações Brasil-Africa e que “Pureza” é o filme de Barbieri de maior envergadura até agora, recebendo 36 prêmios em 23 países e atingindo o grande público em mais de 67 milhões de pessoas em todas as janelas de exibição no Brasil. Atualmente está preparando o lançamento nacional do premiado longa doc Tesouro Natterer, vencedor do “Grande Prêmio” do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade – 2024, sendo habilitado a concorrer ao Oscar 2025 na categoria “Melhor Longa Metragem Documentário”.

Barbieri é sócio-fundador e foi diretor (2017 – 2020) da CONNE – Conexão Audiovisual Centro Oeste, Norte, Nordeste.

Cineasta há mais de 40 anos, pesquisou e filmou em praticamente todos os estados do Brasil e também em 13 países de 4 continentes: Mali, Senegal, Burkina-Faso, Benim, Moçambique, Áustria, Itália, Espanha, Portugal, Estados Unidos, Cuba, Guiana Francesa e Venezuela. O propósito de Renato Barbieri é fazer um “cinema social de impacto” pautado pelas urgências de nosso tempo, um “cinema imersivo” no qual o Real invade a tela e atravessa os corpos.